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The Help (Histórias Cruzadas): sobre ajudantes negras e patroas brancas


Há alguns meses, conheci uma mulher que trabalhava como babá na casa dos meus tios. Ela tinha um bebê de um ano, que ficava sob o cuidado de parentes no interior. Ela passava a semana na cidade, cuidando de minha prima recém-nascida. Ela estava com febre. Motivo: seus seios estavam cheios e ela não poderia amamentar seu neném, porque morava longe e estava no trabalho. Tinha que tomar remédios para esvaziar o leite.

Já na casa da minha mãe, uma diarista contou que anos atrás acabara de dar à luz sua bebê, quando surgiu uma oportunidade de trabalhar na casa de alguém. Seguiu para a entrevista, mentiu que tinha filho pequeno, e dias depois foi descoberta. Felizmente, acrescentou, não a demitiram - desde que a bebê 'não atrapalhasse' seu trabalho.

Lembrar dessas duas experiências e de zilhares outras que acompanhei - convivendo com babás e empregadas domésticas, lendo sobre a condição de mulheres que cuidam de sua casa ou de outras pessoas, e lidando com minha própria condição, seja como dona de casa, seja como jornalista- fez com que The Help me arrebatasse logo na primeira cena, quando a aspirante a escritora Eugenia Skeeter  (Emma Stone) faz a seguinte pergunta à empregada Aibileen Clark (Viola Davis):

"Como você se sente cuidando de uma criança quando seu próprio filho está em casa, sendo cuidado por outra pessoa?"

Branco Sai, Preto Fica

Branco Sai, Preto Fica

O drama documentário brasileiro dirigido por Adirley Queirós, Branco Sai, Preto fica, apresenta o cinema marginal brasileiro. É isso mesmo, aquele que é feito e fala da periferia. Nesse filme observamos a vida de dois homens que tiveram suas trajetórias de vida marcadas pela truculência do Estado em um tiroteio em um baile de black music na cidade-satélite Ceilândia no DF. O filme retrata o cotidiano de dois homens, um paraplégico e outro com a perna amputada, a narrativa faz uma mistura com a ficção na existência de um personagem que veio do futuro para investigar e coletar provas do acontecido em Ceilândia-DF por ordens da justiça.
Branco sai, Preto Fica do título é referência a uma fala dos policiais que invadiram o baile mencionado, numa demonstração clara de racismo.
O filme tem um forte discurso político e crítico quanto a marginalidade, mas especificamente, aos moradores das periferias, no caso de Brasília, no entanto, pode ser expandido para outras realidades brasileiras. A percepção da cidade e a adaptação do sujeito a determinadas tecnologias que são necessárias para seu dia a dia evidencia o que chamo de “jeitinho brasileiro” e isso fica maximizado com as doses de sentimentos expressos na fotografia do filme que vai de imagens abertas, apresentando as paisagens das periferias e de quadro focais, quando falam diretamente da vida dos personagens.

Uma crítica de uma crítica à Malévola: misandria e feminismo radical na mesma sacola?

Atenção: esse texto conterá spoilers desavergonhadamente. 


Quando li por aí sobre a Disney ter caído na real atualizado seus conceitos sobre as personagens femininas que decide transformar em filme, tirando do bolso produções como Valente e Frozen, não imaginava que seria tão arrebatada por uma releitura da clássica Bela Adormecida, onde o foco mesmo não é a bela, mas a bruxa. E a bruxa não é bruxa, mas uma fada moderna que não usa cor de rosa e tem chifres. Para completar, seu maior dom não é graciosidade, mas a força.

Malévola protege a natureza, o pedaço de terra que pertence ao povo de Mors: fadas, duendes, e outros seres mágicos.  Os antagonistas, nessa nova produção, não são seres malignos vindo de profundezas de sei lá onde. Mas os humanos governados pelo tradicional velho e 'bom' rei e sua gana imperialista e dominadora (porque são assim que reis se tornam reis, segundo a vida real).

Novo trailer de "Resident Evil 5: Retribuição" surpreende


Acabou de ser lançado o 2º trailler da franquia mais polêmica do mundo dos Games. Resident Evil (filmes) para alguns gamers é uma total heresia a história do game, e um dos principais motivos é dele ter uma personagem criada especificamente para o cinema inexistente no mundo virtual. No entanto, apesar da franquia cinematográfica não ser lá essas coisas, penso que para analisar Resident Evil é preciso se dissociá-lo, se possível, da história do jogo, coisa que, ao que se parece está mudando, dedemos ter esperanças "gamísticas" nesse próximo filme.
O plot que nos é apresentado nesse trailer é bem peculiar e surpreendente por alguns motivos: 
1º. A primeira sequência do trailer nos faz pensar "WTF? Estou vendo o trailer filme errado?" No entanto, logo depois entram em cena os zumbis e uma sequência no maior estilo teaser de do jogo Dead Island http://www.youtube.com/watch?v=lZqrG1bdGtg ao menos no cenário.
2º. Apesar do roteiro ser voltado quase que integralmente, pelo que se pode ver, para a personagem Alice, podemos ter esperanças com a apresentação de personagens novos no cinema mas velhos conhecidos nos games da franquia. Nesse trailer vemos Barry (Kevin Durand), Ada (Li BingBing) e Leon (Johann Urb). [isso foi uma das principais reclamações do fãs que foi atendida]
3º. O roteiro do filme está, finalmente, se aproximando de maneira mais intrínseca da história dos games.

Confira abaixo o novo trailer.


Ficha técnica: 

Elenco: Milla Jovovich, Sienna Guillory, Colin Salmon, Li BingBing, Michelle Rodriguez, Shawn Roberts, Boris Kodjoe, Johann Urb.

Direção: Paul W.S. Anderson
Gênero: Terror
Distribuidora: Sony Pictures
Orçamento: US$ 90 Milhões
Estreia: 14 de Setembro de 2012

Sinopse: Em 'Resident Evil 5: Retribuição', o vírus mortal T, desenvolvido pela Umbrella Corporation, continua dizimando o planeta Terra, e transformando a população global em legiões de mortos-vivos comedores de carne. A única e última esperança da raça humana, Alice (Milla Jovovich), desperta no centro de operações clandestinas da Umbrella, e descobre mais segredos do seu passado misterioso conforme se aprofunda no complexo. Sem um porto seguro, Alice continua a caçar os responsáveis pelo vírus; uma perseguição que a leva de Tóquio a Nova York, Washington, DC e Moscou, culminando em uma revelação alucinante que irá forçá-la a repensar tudo o que ela acreditava ser verdade. Ajudado por seus novos aliados e antigos amigos, Alice precisa lutar para sobreviver o tempo suficiente para escapar de um mundo hostil que está prestes a ser destruído. A contagem regressiva já começou...

Fonte da ficha técnica: http://www.cinepop.com.br

Confira também a nossa análise de Resident Evil: Degeneração http://www.sociedadeencena.com/2012/02/resident-evil-degeneracao.html 

Especial enCena - Trilogia Mariachi


Olá, pessoas! Nesse especial, apresento, a quem não conhece, uma trilogia latina de um cineasta que, na minha opinião, foi muito bom no começo da carreira mas que agora não rende muito com o "cinema pipoca"; estou falando de Robert Rodriguez e a sua épica trilogia. 
A Trilogia Mariachi é composta por filmes contam a história de um músico "mariachi" que se torna um pistoleiro lendário, com um caser de violão  cheio de armas e em busca de vingança contra a máfia local. O primeiro filme é de 1992 El Mariachi, do A Balada do Pistoleiro (1995) e fechando a trilogia Era uma vez no México (2003). Os dois últimos filmes tiveram o papel principal interpretado por Antonio Banderas. Não há muita diferença entre os três filmes, no entanto, nós podemos observar a evolução cinematográfica presente na trilogia, apesar dos dois últimos ser tecnicamente muito superiores ao primeiro, este consegue primar mais a história e ser mais cativante. Vale a pena rever todos.

El Mariachi (1992)




A Balada do Pistoleiro (1995)





Era uma vez no México (2003)